Para o projeto, Drauzio entrevista celebridades para desmistificar a doença e falar sobre prevenção, formas de tratamento e possibilidades de manter um estilo de vida saudável. O primeiro papo a ir ao ar, nesta quinta-feira (26), é com Debora Bloch, a Odete Roitman de “Vale Tudo” (Globo). “A proposta é discutir o assunto de forma acessível, com convidados de diferentes áreas. A ideia não é expor condições individuais, mas tratar o tema a partir de experiências e dúvidas reais. Alguns têm vivência pessoal ou familiar”, comenta Drauzio. “Debora fala sobre envelhecer com autonomia e manter a rotina de cuidados”, reforça. Como o projeto é mensal, disponibilizado nas redes do médico e no canal Antes Que Vire, no YouTube, as próximas conversas a serem veiculadas serão com Fabiana Karla, o humorista Wellington Muniz (Ceará) e a médica Thelma Assis. Ceará, que recebeu o diagnóstico há alguns anos, falará sobre os cuidados com sua saúde para manter a glicemia sob controle. Fabiana Karla explicará como é ser uma pessoa com obesidade e pré-diabetes. O último videocast, com Thelma Assis, unirá sua autoridade científica ao relato pessoal de quem viu o diabetes causar impactos na própria família. “A intenção é aproximar o tema do cotidiano. Quando as pessoas se reconhecem nas histórias, entendem melhor que o pré-diabetes é uma condição frequente e que pode ser enfrentada antes de evoluir”, reforça o médico. O Brasil é o país com o maior número de diabéticos na América do Sul. Segundo dados do último Atlas da IDF (federação internacional de diabetes, na sigla em inglês), há 17 milhões de pessoas com a doença no país, e a estimativa é que, em 25 anos, esse número chegue a 24 milhões. No mundo, são 588 milhões de adultos diabéticos, sendo 90% dos casos de tipo 2. O pré-diabetes aumenta as chances de diabetes tipo 2 e pode causar impactos renais e cardiovasculares. O tratamento correto e uma mudança no estilo de vida possibilitam reverter o quadro. Com o avanço das redes sociais e acesso à informação, há quem compartilhe seus próprios diagnósticos em perfis online e dê dicas de como tratar. Para Drauzio, é preciso tomar cuidado com o tipo de informação que se consome de influenciadores. “Conteúdos de qualidade, baseados em evidências e produzidos por profissionais capacitados, podem contribuir para conscientizar e estimular mudanças de hábitos. Mas muitas publicações vêm de criadores sem formação médica ou científica, o que aumenta o risco de informações incompletas”, alerta. O próprio médico diz ter uma vida saudável baseada nas informações mais precisas da ciência. Por isso, ela afirma ter uma rotina de exercícios e alimentação balanceada. “Procuro cuidar da saúde como qualquer pessoa deveria cuidar: com regularidade e sem radicalismos. Faço corrida e caminhada há mais de 40 anos. Isso deixou de ser esforço e virou hábito. Saúde não depende de medidas extraordinárias, mas de constância ao longo do tempo.” Leia também: Mãe faz alerta após fogão de vidro explodir: 'Em pedacinhos'
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