Segundo a PF (Polícia Federal), a prisão faz parte de um inquérito instaurado logo após a universidade comunicar o desaparecimento do material científico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada. Não foram fornecidas informações que detalhassem as características do material furtado nem como ele seria usado pela suspeita.
A apuração contou com o apoio da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Durante as diligências, o material foi localizado em endereço não divulgado e encaminhado ao Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) para análise pericial.
Além da prisão, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas.
Soledad Palameta Miller é professora-doutora da FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos) desde 2025.
A defesa da pesquisadora afirmou ao portal g1 que não houve furto. À Folha o advogado Pedro de Mattos Russo apenas confirmou estarem corretas as declarações dadas ao veículo e disse que não faria novos comentários devido ao sigilo do caso. Segundo ele, não há materialidade do crime e Miller utilizava a estrutura do Instituto de Biologia por não dispor de laboratório próprio.
Os investigados podem responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.
Em nota, a Reitoria da Unicamp declarou que mantém colaboração integral com a PF e que detalhes adicionais sobre o inquérito serão preservados para não comprometer as investigações.
O julgamento durou o dia inteiro e foi conduzido pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti. A decisão encerra um processo que mobilizou grande atenção pública e deve resultar na libertação imediata da ré, que estava presa preventivamente
| 06:40 – 25/03/2026
