O Irã anunciou nesta sexta-feira (27) uma nova onda de ataques contra Israel e bases ligadas aos Estados Unidos em países do Golfo Pérsico. Ao mesmo tempo, explosões foram registradas no sul de Beirute, no Líbano, em meio a relatos de bombardeios israelenses na região.
Em comunicado divulgado pela agência Fars, a Guarda Revolucionária iraniana detalhou os alvos da 83ª ofensiva. Entre eles estão a cidade israelense de Modiin, instalações de petróleo em Ashdod, além de bases militares em Al Dafra, nos Emirados Árabes Unidos, Al Adairi e Ali Al Salem, no Kuwait, e Sheikh Isa, no Bahrein.
As Forças de Defesa de Israel informaram que pelo menos duas salvas de mísseis foram disparadas contra o país, mas não houve registro de feridos ou vítimas, segundo os serviços de emergência.
No Golfo, autoridades do Kuwait afirmaram ter interceptado drones, enquanto a Arábia Saudita também confirmou ações semelhantes de defesa aérea.
A nova ofensiva faz parte da escalada iniciada após os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Desde então, Teerã tem respondido com lançamentos frequentes de mísseis contra alvos israelenses e instalações militares americanas na região.
No Líbano, explosões foram ouvidas nas primeiras horas do dia no sul de Beirute, área considerada reduto do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Imagens mostram colunas de fumaça nos subúrbios da capital, mas ainda não há confirmação sobre vítimas.
A região tem sido alvo constante de ataques desde o início do envolvimento do Líbano no conflito, no começo de março. O exército israelense não emitiu alerta prévio de evacuação para a área atingida.
Antes densamente povoada, a região está praticamente vazia desde o agravamento das hostilidades.
O conflito se ampliou quando o Hezbollah passou a lançar foguetes contra Israel em resposta à morte do líder iraniano Ali Khamenei, no início da ofensiva.
Israel afirma que vai intensificar a operação militar no sul do Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou recentemente que o país está expandindo uma “zona de segurança” para conter ataques do grupo.
O Hezbollah, por sua vez, afirma continuar os confrontos contra tropas israelenses na região.
Segundo autoridades libanesas, os ataques israelenses já deixaram mais de 1.100 mortos desde março, incluindo mais de 100 crianças, além de mais de um milhão de deslocados.
Mudança entra em vigor em 20 de abril. Durante a Guerra do Iraque, o Exército adotou idade máxima de 42 anos, que foi reduzida para 35 uma década depois
| 22:23 – 26/03/2026
