“Existe um prognóstico que vamos ter a maioria no Senado”, disse ele em referência a base aliada da direita. “Os futuros senadores vao ‘impichar’ o Alexandre de Moraes. Vamos chutar para fora esses juízes corruptos. No dia seguinte, eu vou processar ele pela prisão, pelos crimes que ele cometeu e por quando ele me processou por crimes que eu não cometi.”
O ex-parlamentar, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro no ano passado, foi um dos principais defensores das taxações contra com o Brasil e de punições contra Moraes, que caíram no fim do ano passado.
O ex-deputado se mudou para os Estados Unidos há um ano alegando sofrer perseguição no Brasil e perdeu seu mandato parlamentar por faltas.
No CPAC, afirmou que ele e sua esposa têm contas bancárias congeladas. “Eles tiraram o meu passaporte, meu mandato. Agora, eu sou um ex-deputado. Não me deixam nem ser um policial federal no Brasil”, disse ele, que ironizou que vive nesta situação porque é “uma ameaça ao Brasil” e que é “um cara muito perigoso”.
“Não temos medo de você, Alexandre de Moraes. Vamos vencer essas eleições, vamos perdoar Jair Bolsonaro, e os EUA vão ter o maior aliado no Brasil no ano que vem”, diz.
Como mostrou a Folha de S. Paulo, Eduardo tem guiado Flávio em viagens internacionais para construir uma articulação estrangeira de extrema direita. O senador é pré-candidato pelo PL à Presidência da República e também vai se apresentar no evento neste sábado (28).
Diferente do ano passado, quando discursou sozinho no palco da conferência, Eduardo dividiu o horário com outros convidados de diferentes países, como Austrália, Húngria, Japão e ex-primeira-ministra do Reino Unidos de Liz Truss.
O presidente do CPAC, Matt Schlapp, afirmou que ama Eduardo, Flávio e Jair Bolsonaro. Também alegou que esteve no Brasil e viu que nos livros didáticos “crianças com 9 anos aprendem que podem ser ativos sexualmente e trocar seu gênero”, sem explicar a que obra se referia.
Aliados do bolsonarista, o ex-parlamentar e o ex-comentarista da Jovem Pan, Paulo Figueiredo, têm intensificado pedidos para que a comunidade internacional acompanhe o processo eleitoral brasileiro. Na última semana, estava planejada a viagem de Darren Beattie, conselheiro para relações com o Brasil nos Estados Unidos, para o Brasil.
Beattie tentou uma visita a Jair Bolsonaro, que, em um primeiro momento, foi autorizada pelo ministro do ST Alexandre de Moraes. Porém, depois de manifestação do ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, o magistrado retrocedeu.
O juiz afirmou que a visita poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”. Ele também disse que o pedido não se enquadra nos objetivos oficialmente comunicados pelo Departamento de Estado, relacionados a entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro.
Darren Beattie é crítico de Moraes e do governo federal, e sua visita se daria em contexto no qual o Brasil avalia que Trump pode tentar interferir nas eleições. No Brasil, ele também planejava tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre “fake news” e milícias digitais conduzidos pelo STF.
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