Os presidentes da Ucrânia e dos Emirados Árabes Unidos (EAU) se reuniram neste sábado para discutir a situação no Oriente Médio, o bloqueio no estreito de Estreito de Ormuz e a implementação de sistemas de defesa aérea ucranianos nos Emirados.
Em uma publicação na rede social X, Volodymyr Zelensky afirmou que Mohamed bin Zayed Al Nahyan agradeceu à equipe ucraniana pelo trabalho realizado nos EAU com sistemas de proteção aérea contra drones.
“Para a Ucrânia, isso é uma questão de princípio: o terror não pode prevalecer em nenhuma parte do mundo. A proteção precisa ser suficiente em todos os lugares. É por isso que estamos abertos a trabalhar juntos para que, de forma estratégica, possamos fortalecer nossos povos e a proteção da vida em nossos países”, afirmou Zelensky.
E acrescentou: “A Ucrânia tem experiência relevante nessa área — nossas cidades, infelizmente, têm sido atacadas diariamente ao longo de quatro anos de guerra. Os ucranianos desenvolveram um sistema de proteção com alto nível de interceptação de drones e mísseis inimigos. Essa abordagem sistemática e a integração de experiências é exatamente o que estamos oferecendo aos nossos parceiros”.
Em outra publicação, divulgada mais tarde, o presidente ucraniano afirmou que equipes de Kyiv já estão trabalhando com os EAU “há várias semanas” para “ajudar a proteger vidas”.
“Durante esse período, nossos especialistas tiveram reuniões com representantes das forças de segurança e defesa dos EAU. Eles estão trabalhando para fortalecer a proteção contra ameaças aéreas”, explicou Zelensky. “Nosso objetivo conjunto com nossos parceiros é aumentar a segurança. Hoje, a Ucrânia não apenas precisa de ajuda, como também está pronta para apoiar quem nos apoia”, acrescentou.
Atacada quase diariamente por centenas desses equipamentos, agora produzidos em grande escala por Moscou, a Ucrânia desenvolveu uma série de sistemas de defesa relativamente baratos e eficazes, incluindo interceptadores.
Esse conhecimento tem despertado grande interesse nos países do Golfo, que também são alvo de drones semelhantes, lançados pelo Irã em resposta a ataques de Israel e dos Estados Unidos desde 28 de fevereiro.
Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a Ucrânia se tornou um dos países mais avançados do mundo na área de drones militares.
Atualmente, o país conta com centenas de fabricantes produzindo milhões desses equipamentos — desde pequenos drones de ataque do tipo FPV até interceptadores projetados para destruir drones inimigos em pleno voo.
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