
Diário COP15: Conferência entra na reta final com novas regras para espécies
A realização da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), em Campo Grande, entra na reta final com avanços importantes para Mato Grosso do Sul, principalmente em temas ligados ao Pantanal, proteção de espécies e geração de recursos para conservação. Veja o vídeo acima.
Durante a semana, representantes de mais de 130 países participaram das discussões, que colocaram o estado no centro das decisões globais sobre biodiversidade.
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🐟 Pintado entra em lista internacional
Peixe da espécie Pintado
Fábio Gamba/Governo do Tocantins
Um dos principais resultados foi a inclusão do pintado na lista de espécies migratórias da Organização das Nações Unidas.
A decisão foi aprovada durante a plenária final e coloca o peixe no Anexo II da Convenção sobre Espécies Migratórias.
Na prática, a pesca não está proibida, mas os países onde a espécie vive passam a ter que atuar juntos para garantir a preservação.
O pintado é considerado estratégico porque percorre rios que atravessam diferentes países e sofre com ameaças como barragens, mudanças climáticas e pesca excessiva.
🦦 Ariranha passa a ter proteção máxima
Ariranha.
Thiago Orsi Laranjeiras/Divulgação
Outro destaque foi a inclusão da ariranha (Pteronura brasiliensis) na lista de espécies ameaçadas de extinção.
A decisão foi unânime e garante maior proteção internacional ao animal, que tem presença importante no Pantanal sul-mato-grossense.
🌎 Pantanal no centro das decisões
Autoridades presentes no Segmento de Alto-Nível da COP15, em Campo Grande (MS)
Rogério Cassimiro/MMA
Ao longo do evento, o Pantanal foi tratado como um dos biomas mais importantes do mundo para espécies migratórias.
Isso porque a região funciona como corredor ecológico e se estende por Brasil, Bolívia e Paraguai.
As discussões reforçaram que a preservação depende de ações conjuntas entre os países.
🌱 Conservação pode gerar renda em MS
Outro ponto importante foi o avanço de mecanismos que ligam conservação à economia.
Entre eles estão:
créditos de biodiversidade
pagamento por serviços ambientais
projetos com participação de produtores rurais
A proposta é transformar a preservação em fonte de renda, algo visto como oportunidade para Mato Grosso do Sul.
🔥 Desafios continuam
Apesar dos avanços, o evento também reforçou alertas já conhecidos no estado:
aumento das queimadas
períodos de seca mais intensos
pressão sobre o uso do solo
impactos das mudanças climáticas
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Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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