As Forças de Defesa de Israel informaram nesta terça-feira que Israel foi alvo de mísseis lançados pelo Irã poucos minutos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento por duas semanas de uma ofensiva contra infraestruturas iranianas.
Em comunicado divulgado no Telegram, as forças israelenses afirmaram que identificaram “mísseis disparados do Irã em direção ao território do Estado de Israel” e que “os sistemas de defesa estão a ser ativados para interceptar esta ameaça”.
Minutos antes, Trump havia declarado que aceitou suspender os bombardeios contra o Irã por duas semanas, descrevendo a medida como parte de um “cessar-fogo bilateral”, após receber de Teerã uma proposta de paz considerada “viável”.
Antes disso, o presidente americano havia estabelecido um prazo até as 21h (horário de Brasília) para que o Irã concordasse em reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de destruir infraestruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano.
Após o anúncio, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou o cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos e informou que negociações para um acordo de paz devem começar no Paquistão a partir de 10 de abril.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a passagem pelo Estreito de Ormuz será permitida durante esse período, sob controle das forças militares iranianas.
Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de fevereiro, o Irã vinha restringindo o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do mundo, liberando apenas embarcações de países considerados aliados, o que contribuiu para a alta nos preços da energia.
Cerca de 20 minutos após o alerta sobre o ataque, as forças israelenses autorizaram os moradores a deixarem os abrigos onde haviam sido orientados a se proteger.
Segundo correspondentes da agência AFP, explosões foram ouvidas em Jerusalém e também em Jericó, na Cisjordânia ocupada.
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| 20:12 – 07/04/2026
