O diretor interino do Serviço de Imigração e Controle de Fronteiras (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, responsável por supervisionar o plano de deportação em massa do presidente americano, apresentou sua renúncia. A decisão de Todd Lyons, transmitida na quinta-feira (16), foi antecipada pelo titular da pasta de Segurança Interna, Markwayne Mullin, em um comunicado em que se referiu ao chefe do ICE como “um grande líder”. Mullin acrescentou que Lyons deixa oficialmente o cargo em 31 de maio. Horas antes de a demissão ser informada, Lyons testemunhou perante um subcomitê de atribuições da Câmara dos Deputados (câmara baixa do parlamento) e respondeu a perguntas dos deputados sobre o número sem precedentes de mortes sob custódia do ICE e os planos futuros da agência para centros de detenção. Meia centena de detidos pelo ICE morreram em centros de detenção desde o início do ano, segundo dados oficiais. Lyons esteve à frente do ICE durante batidas em massa onde ocorreram múltiplas violações de direitos humanos, de acordo com várias organizações não governamentais. Em janeiro, dois cidadãos americanos morreram devido a tiros de agentes de imigração em Minneapolis. As batidas foram ordenadas pela então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que foi demitida em 05 de março. Desde a administração de Barack Obama (2009-2017) não se nomeia um diretor do ICE aprovado pelo Senado, a câmara alta do parlamento. Leia também: EUA perdem drone avaliado em mais de R$ 1 bilhão no Oriente Médio
Leave a comment
