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Em 48h, Trump vai de “Irã concordou com tudo” a “país será destruído”
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Em 48h, Trump vai de “Irã concordou com tudo” a “país será destruído”

Last updated: 21 de abril de 2026 06:40
Gabriel Published 21 de abril de 2026
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Em menos de 48 horas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou de afirmar, com convicção, que o Irã “concordou com tudo”, incluindo a eliminação de suas reservas de urânio enriquecido, para ameaçar que, caso Teerã não assine um acordo, “o país inteiro vai ser destruído”.

As declarações contraditórias foram feitas tanto em publicações na rede social Truth Social quanto em entrevistas e ligações telefônicas a jornalistas de diferentes veículos, chegando a apresentar versões opostas em um curto intervalo de tempo.
Sexta-feira: “Irã concordou com tudo”
Na sexta-feira, 17 de abril, Trump afirmou à CBS News, por telefone, que o Irã havia “concordado com tudo” em relação a um possível acordo de paz. Segundo ele, o país também aceitaria trabalhar com os Estados Unidos para eliminar todo o urânio enriquecido. Na ocasião, chegou a dizer que os EUA ficariam com esse material.
O presidente também declarou que Teerã teria concordado em deixar de apoiar grupos como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza, considerados organizações terroristas.
Poucas horas depois, um representante do Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu, em nota, que “o urânio enriquecido é tão sagrado como o solo iraniano” e que não seria “transferido para lado nenhum e nenhuma circunstância”.
Sexta-feira à noite: “Não acho que existam muitas diferenças”
Ainda na sexta-feira, já à noite, Trump voltou a comentar o tema ao chegar a Phoenix. Na ocasião, disse acreditar que não havia “muitas diferenças significativas” entre os dois países.
“Pode haver. Vamos ver o que acontece. Se houver, vamos ter de as resolver. Mas eu não acho que existam muitas diferenças significativas”, afirmou.
Domingo: “Se o Irã não assinar, vai ser destruído”
No sábado, o presidente não se pronunciou sobre o assunto. No domingo, 19 de abril, no entanto, adotou um tom completamente diferente.
Em entrevista à Fox News, afirmou que “se o Irã não assinar este acordo, o país inteiro vai ser destruído”, acrescentando que as negociações em curso no Paquistão representariam “a última hipótese” para Teerã.
Pouco depois, ao comentar a morte de um soldado francês, voltou a ameaçar o país, dizendo que poderia atacar infraestruturas estratégicas.
“Nós estamos a oferecer um acordo justo e razoável e eu espero que eles aceitem, porque, senão, os Estados Unidos vão deitar abaixo todas as centrais elétricas e todas as pontes no Irão”, escreveu na Truth Social.
Segunda-feira: “Muitas bombas vão explodir”
Nesta segunda-feira, Trump voltou a alertar o Irã. Em entrevista à Bloomberg, afirmou que o cessar-fogo atual termina “quarta-feira à noite, na hora de Washington”.
“É muito improvável que eu o prolongue. Eu não vou ser apressado a fazer um mau acordo. Temos todo o tempo do mundo”, disse.
À PBS News, já havia declarado que, caso o cessar-fogo termine sem um acordo, “então, muitas bombas vão explodir”.
O cessar-fogo teve início na noite de 7 de abril e foi estabelecido por um período de duas semanas. Sem prorrogação, a previsão inicial era que terminasse na noite de terça-feira, e não na quarta.  

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| 17:30 – 20/04/2026

 

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