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RR NOTÍCIAS > Blog > Sem categoria > Adolescente de 12 anos que engravidou após estupro fará aborto legal em MS
Sem categoria

Adolescente de 12 anos que engravidou após estupro fará aborto legal em MS

Last updated: 26 de abril de 2026 10:14
Marinara Rossignol Published 26 de abril de 2026
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Menina de 12 anos engravidou após ser estuprada pelo primo de 17 anos.
Ilustrativa/Polícia Civil
Uma adolescente de 12 anos, que engravidou após sofrer estupro, deve passar por um aborto legal em Campo Grande. O crime foi cometido pelo primo da vítima, de 17 anos, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A polícia não divulgou a nacionalidade da adolescente. A cidade paraguaia faz fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.
Conforme a investigação, a vítima deu entrada em um hospital de Ponta Porã na última quarta-feira (23), acompanhada da mãe. Segundo a equipe médica, ela está com cerca de 20 semanas de gestação. Como a gravidez é resultado de estupro, o hospital vai encaminhá-la para Campo Grande, onde será feito o aborto legal, previsto em lei para esse tipo de situação.
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Segundo a Polícia Civil, os abusos ocorreram nos meses de agosto, novembro e dezembro do ano passado. O adolescente aproveitava encontros familiares, durante datas festivas, para estuprar a prima.
Vídeos em alta no g1
O caso foi encaminhado à Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Ponta Porã, que registrou a ocorrência.
Aborto em crianças e adolescentes
Em dezembro de 2024, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), publicou uma resolução que regulamenta o direito de menores de idade ao aborto legal.
A resolução estabeleceu os procedimentos a serem adotados na identificação da gravidez em crianças e adolescentes e permite o aborto em situações já previstas em lei.
A resolução, que entrou em vigor em janeiro de 2025, destaca que a gestação em crianças e adolescentes é um processo que “representa risco à saúde física, psicológica e mental que pode resultar em impactos sociais no seu pleno desenvolvimento, aumento de adoecimento, incapacidade e mortes”
“A interrupção legal da gestação para crianças e adolescentes constitui parte das ações de prevenção a morbidade e mortalidade”, diz o texto.
A resolução, que entrou em vigor em janeiro de 2025 e foi alvo de críticas na Câmara dos Deputados. Um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) foi votado com urgência pelos deputados federais em novembro do mesmo ano.
Os parlamentares a favor do projeto, maioria de oposição, argumentam que o texto do Conanda permite o aborto sem o consentimento dos pais.
Segundo eles, a norma “institui uma autonomia decisória completa, que dispensa qualquer tipo de autorização dos pais ou dos responsáveis pela criança”. O PDL precisa ser votado no Senado Federal.
O Ministério das mulheres, à época, manifestou preocupação com a possível suspensão da resolução do Conanda. Conforme a pasta, o PDL “cria um vácuo que dificulta o acesso dessas vítimas ao atendimento e representa um retrocesso em sua proteção”.
O ministério citou ainda que, entre 2013 e 2023, o Brasil registrou mais de 230 mil nascimentos de crianças filhas de mães com até 14 anos. “A idade é inferior à do consentimento, ou seja, são gestações infantis decorrente de estupro de vulnerável”, diz nota divulgada.
A gestação forçada é a maior causa de evasão escolar feminina e leva à morte de uma menina por semana no país, segundo o Ministério das Mulheres.
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Câmara aprova projeto que pode dificultar aborto legal em crianças vítimas de estupro
Quando o aborto legal é permitido no Brasil
O aborto legal é a interrupção da gestação permitida pela legislação brasileira e deve ser oferecido gratuitamente pelo SUS. Embora o aborto seja, em regra, considerado crime pelo Código Penal, a própria lei prevê exceções em que o procedimento é autorizado.
Atualmente, o aborto é permitido em três situações:
quando a gravidez resulta de estupro;
quando há risco à vida da gestante;
em casos de anencefalia fetal (má formação do cérebro do feto).
Nos casos de violência sexual, a legislação considera qualquer relação sem consentimento, independentemente da existência de agressão física.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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