Os casos são puxados por infecções por influenza A e VSR (vírus sincicial respiratório), vírus que têm maior circulação no outono e no inverno. A sazonalidade está relacionada ao clima mais seco e a mudanças de comportamento típicas dos meses de temperaturas mais baixas, como maior permanência em ambientes fechados e pouco ventilados, o que favorece a transmissão.
Das capitais, 13 das 27 estão em alerta com sinal de crescimento dos casos graves de gripe, entre elas Belém, Brasília, Manaus, Recife e Teresina. A Fiocruz ressalta que a vacinação é a melhor forma de proteção contra formas graves da doença.
O documento adverte ainda sobre o crescimento das internação por VSR, que afeta principalmente crianças de até 2 anos, em estados de todas as regiões. O vírus é o principal causador da bronquiolite.
A vacina contra o VSR pode ser administrada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida.
Já o imunizante contra a influenza é oferecido para grupos prioritários durante a campanha nacional de vacinação, que segue até o dia 30 de maio. Na região Norte, a imunização contra a gripe ocorre no segundo semestre, por causa da sazonalidade da doença.
O padrão de mortalidade e internações, segundo a Fiocruz, concentra-se nos extremos das faixas etárias.
Crianças pequenas são as mais afetadas pelas internações, associadas principalmente ao VSR e ao rinovírus. Os óbitos pesam mais entre os idosos, liderados por influenza A e coronavírus.
Nas últimas quatro semanas, a influenza A respondeu por 46,9% das mortes por gripe grave entre os casos positivos, de acordo com a Fiocruz. A Covid apareceu em segundo lugar, com 16,9%, seguida por rinovírus (20,5%), VSR (8,3%) e influenza B (4,3%). Entre as internações, o VSR liderou com 36,2% dos casos positivos, seguido pela influenza A (31,6%) e rinovírus (26%).
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