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RR NOTÍCIAS > Blog > Política > Moro se lança no PR ao lado de Flávio, ataca Lula e chama ato de Trump sobre PCC e CV de ‘extraordinário’
Suspeito de planejar sequestro de Moro é preso no Ceará
Política

Moro se lança no PR ao lado de Flávio, ataca Lula e chama ato de Trump sobre PCC e CV de ‘extraordinário’

Last updated: 30 de maio de 2026 13:08
Gabriel Published 30 de maio de 2026
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Ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), Moro fez críticas ao governo Lula e elogiou a atuação do pré-candidato à Presidência junto ao governo de Donald Trump para incluir o PCC e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas.
“Flávio, você teve um ato de coragem ao agir paralelamente, contrariamente à posição do Lula, e conseguir convencer o governo norte-americano a colocar o nome dessas organizações terroristas como alvo do governo”, disse Moro.
“O que aconteceu nesses últimos dias foi extraordinário. Ele (Flávio) mostrou o que pode fazer sem embaixada, sem um séquito. Ele conseguiu convencer o governo norte-americano a dar esse passo importante.”
A reciprocidade estava estampada na camiseta usada por Flávio Bolsonaro, com a frase “Curitiba prendeu. Brasília soltou”, em referência à condenação de Lula assinada por Moro, à época como juiz de primeira instância, no âmbito da Operação Lava Jato.
Flávio disse que Lula se encontrou com Trump para tentar impedir a classificação das facções como organizações terroristas, medida anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio na quinta-feira (28).
“Enquanto ele (Lula) foi lá fazer lobby para o CV e o PCC, foi lamber a bota do Trump para fazer lobby para o CV e o PCC, para defender marginais, nós fomos lá para pedir que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são.”
Discursando lado a lado de Flávio, Moro defendeu a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no combate ao crime durante o período em que ocupou o cargo de ministro da Justiça. Segundo ele, as ações adotadas contra facções criminosas colocaram tanto ele quanto Bolsonaro na mira desses grupos, tornando-os alvos de ameaças de morte e possíveis retaliações.
Moro afirmou ainda que a atuação de Flávio para defender a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos também o colocou na mira dessas facções.
“Quando você agiu assim, sabia que seu nome iria entrar nessa mesma lista. Mas tenho certeza também de que você, assim como seu pai e assim como eu lá em 2019, pensou no bem-estar da população brasileira.”
Já Flávio disse que Moro é “um símbolo de combate à corrupção, símbolo de seriedade, que vai ter a independência de montar um time forte, com uma Assembleia forte, para fazer o melhor pelo Paraná”.
A troca de elogios selou uma reaproximação que já vinha desde 2022, quando Moro declarou apoio à reeleição de Bolsonaro contra o então candidato Lula, tendo aparecido ao lado do ex-chefe em um debate.
Moro deixou o governo Bolsonaro em 2020 acusando o então presidente de tentar intervir na Polícia Federal. Na época, Bolsonaro rebateu as acusações afirmando que Moro negociava uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).Em 2021, Bolsonaro voltou a criticar o ex-ministro, afirmando que Moro havia atuado contra portarias do governo que flexibilizavam o acesso a armas no Brasil.

Nesta sexta, no ato de lançamento da pré-candidatura de Moro ao governo também estavam presentes os pré-candidatos ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o general Joaquim Silva e Luna (PL), atual prefeito de Foz do Iguaçu, que presidiu a Petrobras entre 2021 e 2022, durante o governo Bolsonaro.

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