“Unidades militares estão sendo mobilizadas para apoiar as forças de segurança no trabalho de proteção de pessoas e bens”, informou o ministério, citado pela AFP.
Segundo a pasta, os militares terão a missão de auxiliar na retirada de moradores das áreas ameaçadas pelos incêndios e também ajudarão a proteger as casas deixadas temporariamente sem vigilância.
O ministério acrescentou que especialistas e equipamentos também estão sendo mobilizados para garantir a segurança de áreas industriais.
Até o momento, cerca de mil militares foram deslocados para a operação.
As Forças Armadas afirmaram ainda ter mobilizado recursos considerados excepcionais, como o drone Reaper, utilizado em missões de monitoramento, e a aeronave de transporte A400M, capaz de lançar até 20 toneladas de retardante de fogo para conter o avanço das chamas.
O serviço de saúde militar também foi acionado e disponibilizou 11 equipes médicas.
Para facilitar o trabalho dos bombeiros, tratores estão sendo usados para abrir e limpar trilhas nas áreas de floresta, além de realizar intervenções para limitar a propagação dos incêndios, informou o ministério.
Os incêndios na França e na Espanha já forçaram mais de 270 mil pessoas a deixarem suas casas e cidades, segundo balanços divulgados pelas autoridades dos dois países.
Na França, o ministro do Interior informou que, desde quarta-feira, cerca de 200 mil pessoas foram retiradas das regiões de Gironde e Landes.
Na Espanha, os incêndios florestais que atingem a Comunidade de Madri e a província de Ávila já afetam cerca de 80 mil pessoas, entre moradores evacuados e aqueles que permanecem confinados em suas residências, de acordo com dados disponíveis por volta das 13h (horário local).
Os dois países enfrentam incêndios que continuam fora de controle na região de Madri e nas proximidades da cidade francesa de Bordeaux.
Tanto na França quanto na Espanha, os incêndios são consequência da vegetação e das florestas, que se tornaram mais inflamáveis devido à seca e às sucessivas ondas de calor extremo registradas desde junho na Europa Ocidental.
Até o momento, não há registro de mortes relacionadas a esses incêndios, nem na França nem na Espanha.
Os dois países acionaram o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e solicitaram apoio aéreo para o combate às chamas.
A União Europeia mobilizou quatro aviões para a Espanha e três para a França, informou a Comissão Europeia.
Portugal enviou duas aeronaves e uma equipe formada por sete profissionais para auxiliar a França no combate aos incêndios. Já o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta sexta-feira que o país aceitou o envio de mais de 100 bombeiros portugueses para atuar no combate ao incêndio na província de Ávila.
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