A mãe de Eliza Samudio, Sonia Samudio, se manifestou nesta terça-feira (6), após o passaporte da filha ter sido encontrado em Portugal. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou viver em um “luto permanente”.
“Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa. (…) Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente”, escreveu.
Sonia disse que, no momento, prefere ficar em silêncio para tentar lidar com a dor e preservar a paz da família, mas garantiu que continuará cobrando das autoridades todos os esclarecimentos necessários.
“Essa é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas, porque minha filha merece respeito, verdade e justiça”, afirmou.
Entenda
O Itamaraty informou que o passaporte de Eliza, que já estava expirado e cancelado, foi encontrado na última sexta-feira (2) e será enviado do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa para Brasília. O documento também deve ser encaminhado à família da modelo.
Eliza desapareceu em 2010, e seu corpo nunca foi encontrado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho do goleiro Bruno, com quem teve um relacionamento.
Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo homicídio e ocultação do corpo de Eliza, além do sequestro do filho dela. Ele passou para o regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Até o momento, não há informações sobre como o passaporte chegou a Portugal.
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que, no dia da descoberta, fez consulta oficial ao Itamaraty para decidir o destino do documento.
O caso Eliza Samudio
Eliza desapareceu em 2010 e, apesar de os responsáveis pela morte terem sido condenados, o corpo nunca foi encontrado.
- Bruno: condenado a 22 anos e 3 meses por homicídio e ocultação de cadáver; regime semiaberto em 2018; liberdade condicional desde 2023.
- Luiz Henrique Romão (Macarrão): condenado a 15 anos por sequestro e cárcere privado; cumpriu parte da pena e obteve progressão de regime.
- Marcos Aparecido dos Santos (Bola): condenado a 22 anos de prisão.
- Elenilson da Silva e Wemerson Marques (Coxinha): condenados a 3 anos e 2 anos e meio, respectivamente, em regime aberto, pelo sequestro do filho de Eliza.
O crime ocorreu quando Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. Depois, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos a asfixiou e desapareceu com o corpo. O bebê Bruninho foi encontrado posteriormente com terceiros em Ribeirão das Neves (MG).
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