A negativa do pedido de prisão foi confirmada pela Polícia Civil e pela defesa dos investigados.
Segundo o delegado, houve uso excessivo de cloro na piscina onde ocorria a aula de natação, em um ambiente considerado confinado. De acordo com a investigação, “a carga de cloro usada em um dia era para uma semana”, o que teria elevado a toxicidade do local.
A defesa de Celso, Cesar e Cezar Augusto afirma ter recebido “com satisfação a decisão judicial” que permite aos clientes acompanhar a investigação em liberdade. “Reiteramos que eles permanecem inteiramente à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos, em qualquer momento, confiando que a investigação prosseguirá de forma técnica, isenta e em estrita observância às garantias constitucionais.”
Além de Juliana, outras seis pessoas passaram mal. O marido da professora permanece internado em estado grave, e outras duas vítimas seguem na UTI. A apuração aponta que o balde com cloro foi deixado próximo à raia onde a aula acontecia. A Polícia Civil também afirma que houve tentativa de dificultar a investigação, com suposta omissão de documentos e exclusão de mensagens trocadas no dia do ocorrido.
Nos depoimentos, os três sócios atribuíram ao funcionário responsável pela manutenção da piscina, Severino José da Silva, o erro no manuseio do produto químico. Celso afirmou ser o responsável pela manutenção predial da unidade da Academia C4 Gym, no Parque São Lucas. Ele descreveu à polícia o que aparece nas imagens do sistema interno de monitoramento, que mostrariam Severino destampando um balde com cloro em pó e chacoalhando o recipiente, o que teria levantado uma “névoa” do produto no ambiente.
“Posso afirmar com absoluta certeza que Severino errou ao manusear cloro em pó nas proximidades da piscina”, disse Celso.A advogada do manobrista afirmou à Folha que há divergências entre os depoimentos prestados pelos sócios e as imagens analisadas pela própria polícia. “A imagem que Celso descreve não aconteceu daquela forma. O balde estava fechado. O balde que foi chacoalhado não é o mesmo balde”, disse Bárbara Bonvivini.
Ela informou que Severino entregou voluntariamente o celular à polícia. Segundo a advogada, o aparelho contém conversas que demonstrariam que ele seguia orientações do responsável pela manutenção. “No celular constam conversas com Celso, que dizia o que deveria ser feito. Ele recebia 100% das ordens de Celso”, afirmou.
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