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Quase 3 milhões de imigrantes ilegais deixaram EUA no último ano
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Quase 3 milhões de imigrantes ilegais deixaram EUA no último ano

Last updated: 15 de fevereiro de 2026 15:27
Gabriel Published 31 de janeiro de 2026
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Os dados são do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês), órgão responsável pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), que afirma estar preparando o terreno “para mais um ano histórico e recorde sob a presidência de Donald Trump”.

“O DHS prendeu e deportou centenas de milhares de imigrantes ilegais com antecedentes criminais em todo o país, incluindo membros de gangues, estupradores, sequestradores e traficantes de drogas, graças aos homens e mulheres corajosos do ICE, da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) e de outras agências de imigração e aplicação da lei. Setenta por cento dos presos pelo ICE são imigrantes ilegais com antecedentes criminais que foram acusados ou condenados por um crime nos Estados Unidos”, afirma o departamento.
No entanto, embora o governo Trump insista que suas políticas de imigração miram os “piores dos piores”, não comprovou essa afirmação.
Segundo a organização apartidária e sem fins lucrativos FactCheck, projeto do Centro de Políticas Públicas Annenberg da Universidade da Pensilvânia, nos três primeiros meses do segundo mandato de Trump, 21,9% dos imigrantes detidos não tinham antecedentes criminais.
Esse percentual subiu para 34,2% nos três meses seguintes e, posteriormente, para 40,5% no trimestre encerrado em meados de outubro.
Neste mês, quase 43% dos detidos não tinham condenações nem acusações, de acordo com dados públicos do ICE analisados pelo FactCheck.
Enquanto isso, a porcentagem de pessoas presas pelo ICE que possuíam condenações criminais — e não apenas acusações pendentes — caiu de 44,7% nos primeiros três meses do governo Trump para 31,8% no trimestre encerrado em meados de outubro.
Apesar de o governo celebrar os números de deportações, protestos contra a atuação do ICE se multiplicam em todo o país, especialmente após a morte de dois cidadãos norte-americanos neste mês, em Minneapolis, no estado de Minnesota, durante ações de agentes de imigração: Renee Nicole Good, em 7 de janeiro, e Alex Pretti, em 24 de janeiro.
A onda de manifestações registrada nos últimos dias levou o governo de Donald Trump a afastar Gregory Bovino, designado como “comandante-chefe” das operações da CBP em Minneapolis, que retornou ao antigo posto em El Centro, na Califórnia.
Rapidamente, Minneapolis passou a ocupar o centro de um intenso debate nacional sobre a aplicação das leis de imigração nos Estados Unidos.
Cerca de 3 mil agentes do ICE e da CBP estão destacados na cidade, número aproximadamente cinco vezes maior que o efetivo do Departamento de Polícia de Minneapolis, que conta com cerca de 600 policiais.
Agentes com o rosto coberto e fortemente armados, circulando em veículos sem identificação, tornaram-se presença comum em alguns bairros, deixando a população em alerta e revoltada.
Moradores classificam a atuação dos agentes como agressiva e denunciam abordagens aleatórias para a exigência de documentos de cidadania, inclusive contra policiais latinos e negros fora de serviço e servidores municipais, segundo autoridades locais ouvidas pela imprensa norte-americana.
Crianças pequenas foram detidas junto com os pais, e agentes usaram gás lacrimogêneo em frente a uma escola durante um confronto com manifestantes.
Um alto funcionário do ICE afirmou no domingo que agentes federais realizaram aproximadamente 3.400 prisões na região, sem especificar quantos dos detidos tinham antecedentes criminais.
Diante dos protestos contra a atuação do ICE e da CBP, o DHS divulgou um comunicado afirmando que os agentes de imigração enfrentam um aumento de 8.000% nas ameaças de morte e mais de 1.300% nos casos de agressão, “enquanto arriscam suas vidas para remover assassinos, pedófilos, estupradores, membros de gangues e terroristas de bairros americanos”.
O chamado “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, sinalizou na quinta-feira uma possível redução das operações de imigração em Minneapolis, mas o prefeito da cidade, Jacob Frey, afirmou que só acreditará quando isso de fato acontecer.
Leia Também: O que mostram os novos documentos do caso Epstein divulgados pelos EUA?

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