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RR NOTÍCIAS > Blog > Sem categoria > Anulação dos votos de Jerson Domingos muda ordem de suplência para deputado estadual em MS
Sem categoria

Anulação dos votos de Jerson Domingos muda ordem de suplência para deputado estadual em MS

Last updated: 21 de outubro de 2026 19:46
Marinara Rossignol Published 21 de outubro de 2026
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Jerson Domingos.
Giuliano Lopes.
A retotalização dos votos do 1º turno das eleições, após o indeferimento da candidatura de Jerson Domingos, mudou a ordem de suplência para deputado estadual em Mato Grosso do Sul.
Embora não tenha sido eleito para o cargo de deputado estadual, Jerson Domingos ocupava a segunda posição na lista de suplentes. Com a anulação dos votos recebidos por ele, a ordem de suplência da respectiva legenda foi atualizada.
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Marcelo Miranda (PP) – 23.112 votos – passou a ocupar a primeira posição na lista de suplentes, enquanto Dione Hashioka (União) – 15.244 – avançou para a segunda posição, seguido por Marco Aurélio Santullo (PP) – 14.245.
Os demais candidatos também tiveram suas posições ajustadas sucessivamente.
O reprocessamento foi realizado no plenário do prédio-sede do TRE-MS, em Campo Grande. Ao final do procedimento, foi emitido o relatório Resultado da Totalização, que será anexado ao processo de Apuração de Eleição.
A mudança na ordem de suplência não altera os candidatos eleitos para o cargo de deputado estadual, conforme o juiz auxiliar da presidência do TRE-MS, Luís Felipe Medeiros.
A retotalização foi realizada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dar provimento, por unanimidade, ao recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), reformando a decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), que havia deferido o registro de candidatura.
Agora no g1
Por que Jerson Domingos teve a candidatura indeferida?
O pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral apontou a suposta participação de Jerson Domingos em uma organização criminosa investigada no âmbito da Operação Omertà.
Segundo o documento, ele foi denunciado e responde a um processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Jerson foi apontado como uma das pessoas que teriam praticado o crime de impedimento ou embaraço à investigação de organização criminosa, em sua forma majorada.
A Procuradoria Eleitoral sustentou que o pedido de impugnação buscava proteger o processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.
Candidatura de Jamilson Name ainda será julgada
Outro candidato que teve a candidatura contestada pelo Ministério Público Eleitoral foi Jamilson Name (PP). Até o momento informado no processo, o pedido de impugnação ainda será julgado, e a data da análise não havia sido definida.
No caso de Jamilson, o procurador regional eleitoral Silvio Pettengill Neto afirma que o candidato é réu em um processo relacionado à Operação Omertà, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
Segundo a Procuradoria, Jamilson responde por crimes como organização criminosa, exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro.
O documento também aponta que, após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho, Jamilson teria ganhado espaço no grupo investigado e passado a exercer maior liderança na exploração ilegal do jogo do bicho, conforme a acusação.
Com base nos desdobramentos da Operação Omertà, o Ministério Público Eleitoral pede que seja reconhecida a inelegibilidade do candidato.
A Procuradoria também menciona uma condenação de Jamilson na sexta fase da operação. Segundo o órgão, ele recebeu pena de oito anos de prisão e 26 dias-multa por integrar organização criminosa armada. A sentença, no entanto, ainda é alvo de recurso.
O TRE-MS informou que a cerimônia de recontagem também poderá considerar eventuais decisões posteriores do TSE, proferidas até o horário previsto para o procedimento.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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