O jornal satírico Charlie Hebdo dedica, nesta quarta-feira (4), sua primeira página à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A publicação francesa, que foi alvo de um ataque terrorista em 2015, escolheu uma privada com um turbante para lembrar a vida do líder iraniano, morto no sábado. Na imagem, o turbante, símbolo do clérigo iraniano, repousa sobre o reservatório de água, enquanto os olhos e óculos de Khamenei saem de dentro da privada. A charge foi desenhada pelo editor-chefe da revista Charlie Hebdo, Laurent Sourisseau, conhecido como “Riss”. Este foi um dos sobreviventes do ataque mortal de 7 de janeiro de 2015 à redação da revista em Paris. A capa, como era de se esperar, foi alvo de aplausos de alguns e críticas de outros. Nessa segunda perspectiva, há quem lembre que “Ali Khamenei é para centenas de milhões de muçulmanos xiitas o que o Papa é para milhões de católicos. Um pouco de respeito”, pede-se. Ali Khamenei 1939-2026Dossier Municipales à Lyon : Lyon, zone tièdeKhamenei : il nous manque déjà !Complotisme : les pyramides, aimants à zinzinsEn vente mercredi ! pic.twitter.com/v7vsE9EDdV — Charlie Hebdo (@Charlie_Hebdo_) March 3, 2026 A morte de Khamenei A confirmação da morte do líder do supremo iraniano, Ali Khamenei, chegou na madruga de domingo, dia 1º de março, através de uma televisão estatal. Ali Khamenei, 86, vale lembrar, estava no poder há 36 anos. Em 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, Khamenei, e apesar de não ser o favorito, foi escolhido para ser o líder supremo do Irã. Note que, 36 anos depois, a história se repete, já que também não há um favorito para ocupar o cargo de líder supremo, que é a mais alta autoridade política do Irã. Ataque ao Charlie Hebdo Foi em janeiro do ano passado, o 10º aniversário do ataque terrorista ao jornal satírico francês Charlie Hebdo. Foi em 7 de janeiro que dois terroristas, os irmãos Chérif e Said Kouachi, entraram atirando na redação da publicação, no centro de Paris, e mataram 12 pessoas. A publicação já estava sob proteção e tinha sido alvo de constantes ameaças por ter publicado algumas charges controversas do profeta Maomé, desde 2006. “Atualmente, o estreito de Hormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, disse nesta quarta-feira (4), segundo a agência Fars, Mohamad Akbarzadeh, das forças navais da Guarda. Horas depois, dois mísseis atingiram um cargueiro com bandeira de Malta próximo ao Omã, que resgatou a tripulação. | 19:36 – 04/03/2026
