A edição 2027 dá continuidade às mudanças feitas nos últimos anos no vestibular. A principal mudança desta edição, anunciada em dezembro, ocorre na primeira fase, com a redução do número de questões de múltipla escolha de 90 para 80, sem mudança no tempo total de prova. Segundo a fundação, a redução é uma tentativa de dar mais tempo para que os candidatos resolvam questões que articulam conteúdos de diferentes áreas. Para testar o modelo, a Fuvest vai aplicar simulados ao longo do ano. O primeiro está com inscrições abertas até 12h do dia 31 de março, pelo site da fundação. A prova será realizada em 26 de abril, já com o novo formato, e terá cinco horas de duração. A taxa é de R$ 100. A lista obrigatória de leitura para a Fuvest 2027 terá mudanças pontuais e mantém o recorte adotado na edição anterior, com obras exclusivamente de autoras – Opúsculo Humanitário (1853) – Nísia Floresta- Nebulosas (1872) – Narcisa Amália- Memórias de Martha (1899) – Julia Lopes de Almeida- Caminho de pedras (1937) – Rachel de Queiroz- A paixão segundo GH (1964) – Clarice Lispector- Geografia (1967) – Sophia de Mello Breyner Andresen- Balada de amor ao vento (1990) – Paulina Chiziane- Canção para ninar menino grande (2018) – Conceição Evaristo- A visão das plantas (2019) – Djaimilia Pereira de Almeida Deixam a lista apenas dois títulos da edição anterior: O Cristo Cigano (1961), de Sophia de Mello Breyner Andresen, e As meninas (1973), de Lygia Fagundes Telles. AS ÚLTIMAS MUDANÇAS NA FUVEST A edição da Fuvest 2026, aplicada no ano passado, já havia trazido novidades para o exame. As questões passaram a ter abordagem mais interdisciplinar e incluíram de forma mais direta conteúdos de filosofia, sociologia, artes e educação física. A prova também registrou uma das maiores mudanças do vestibular ao mudar o formato da redação na segunda fase. O texto deixou de ser exclusivamente dissertativo-argumentativo e passou a oferecer um segundo gênero textual de caráter narrativo, que, nesta primeira edição, foi a carta. As duas propostas partiam do mesmo texto-base, e cabia ao candidato escolher qual desenvolver. Outra novidade foi a lista de leituras obrigatórias composta exclusivamente por obras escritas por mulheres. Essa proposta, que valerá também para 2027 e 2028, reúne nove livros escritos por mulheres de diferentes períodos e países de língua portuguesa -do Brasil, de Portugal, de Angola e de Moçambique. O objetivo, segundo a universidade, tentar valorizar vozes femininas na literatura, ainda pouco representadas nas edições anteriores. Além disso, a última edição estreou um novo projeto gráfico da prova, pensado para facilitar a leitura e ajudar os estudantes a manter a concentração. A rede privada é a principal responsável por esse aumento, registrando uma evasão de 41,9% em 2024. Enquanto a rede pública, tem evasão de 32,2% na modalidade a distância. Mais de 95% dos alunos matriculados em cursos EAD estudam em faculdades particulares | 09:00 – 20/03/2026
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