A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (5 de agosto de 2025), uma operação que atingiu uma organização criminosa especializada na falsificação de medicamentos, dentre eles emagrecedores e anabolizantes. A quadrilha operava por meio de uma empresa clandestina, sem registro ou autorização da Anvisa, e comercializava os produtos diretamente ao consumidor final, sem exigência de receita médica.
Detalhes da operação
- Foram cumpridos 85 mandados de busca e apreensão e 35 prisões temporárias, em São Paulo e em mais 11 estados, entre eles Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Mato Grosso e Amazonas.
- A investigação durou cerca de um ano e apurou um faturamento ilegal de aproximadamente R$ 25 milhões nos últimos cinco anos.
Como operava o esquema
- A quadrilha utilizava uma estrutura clandestina para fabricar os produtos sem fiscalização sanitária, muitas vezes com substâncias tóxicas e inadequadas para uso humano.
- Os medicamentos eram divulgados e vendidos via redes sociais e plataformas online, chegando a ser enviados por correio para diversos estados.
Riscos à saúde pública
Especialistas alertam que os produtos ilegais continham compostos perigosos — incluindo repelentes de insetos e substâncias não regulamentadas. O uso pode causar danos severos à saúde, como intoxicação, dependência, disfunções hormonais e até risco de câncer.
Consequências legais
- Os investigados devem responder por associação criminosa, crime contra a saúde pública e crimes contra o consumidor.
- As autoridades já bloquearam aproximadamente R$ 82 milhões em ativos dos envolvidos e seguem apurando a participação de influenciadores, patrocinadores e revendedores vinculados ao esquema (alguns recebiam até R$ 10 mil por mês para divulgar as marcas).
- A operação expôs um esquema sofisticado de venda ilegal de medicamentos perigosos, com alcance interestadual e uso de marketing por influenciadores. A ação reforça as consequências graves ao consumidor e à saúde pública em casos de produtos clandestinos — especialmente quando envolvem substâncias químicas prejudiciais.
