A jornalista norte‑americana Shelly Kittleson foi sequestrada enquanto trabalhava em Bagdá, segundo informou o governo do Iraque nesta terça‑feira (31). A Casa Branca confirmou o caso e afirmou que acompanha a situação em coordenação com autoridades locais.
Kittleson atua como repórter independente e colabora com veículos internacionais como BBC, Politico e Al‑Monitor. Ela estava no país para uma cobertura quando foi capturada por homens armados. O Al‑Monitor divulgou que o governo dos Estados Unidos havia alertado a profissional sobre ameaças e recomendado que ela evitasse viajar ao Iraque.
O Ministério do Interior iraquiano informou que uma operação foi iniciada para localizar a jornalista e identificar os responsáveis. Um suspeito foi detido. De acordo com autoridades americanas, ele teria ligação com o grupo Kataib Hizballah, milícia alinhada ao Irã.
O Departamento de Estado dos EUA afirmou que a jornalista já havia recebido ameaças e que o governo trabalha com o FBI para tentar garantir sua libertação o mais rápido possível. O Departamento de Defesa reforçou o alerta para que cidadãos americanos deixem o Iraque imediatamente e evitem viagens ao país, incluindo profissionais da imprensa.
O sequestro ocorre em um momento de tensão na região. O Iraque mantém cooperação militar com os Estados Unidos, mas também abriga grupos armados apoiados pelo Irã. Além disso, organizações como Estado Islâmico, Al‑Qaeda e outras facções insurgentes continuam ativas no território.
Até a última atualização, nenhum grupo havia assumido a autoria do sequestro. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra homens colocando uma mulher em um carro enquanto outros veículos acompanham a ação. As autoridades ainda não confirmaram a autenticidade das imagens.
O estreito de Hormuz, por onde escoa 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, está praticamente fechado desde o início do conflito, causando uma disparada no preço do barril mundialmente.
| 20:00 – 31/03/2026
