Lula participou da cerimônia de inauguração de um centro de emergência no Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, zona sudoeste do Rio.
Ele chegou ao hospital acompanhado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), do ministro Alexandre Padilha (Saúde) e de outras autoridades, como a ministra Anielle Franco (Igualdade Racial) e a ex-ministra da Saúde Nisia Trindade.
“Este é o ano em que a gente pode dizer o seguinte: o Brasil se encontrou consigo mesmo e a verdade vai destruir a mentira que foi contada nesse país durante tanto tempo (…) Quem mentir, vocês têm que desmascarar. Vocês não podem ver uma mentira no celular e deixar barato. Porque a mentira leva a gente à violência”, disse o presidente em seu discurso de 17 minutos.
Lula disse ainda que as pessoas precisam ver menos seus celulares, onde ficam “procurando notícia ruim”.
“Você levanta 5h, o que você faz? Pega o celular. Você levanta, vai dormir meia-noite, pega o celular. Mas, gente, não dá pra fazer um cafuné no marido ou fazer um cafuné na mulher, em vez de pegar o celular? A primeira coisa que eu faço quando acordo é fazer um cafunézinho na minha mulher. Eu não vou no celular, celular fica para depois das 8h”, disse.
Lula defendeu projetos sociais de seu governo, como a isenção do IR (Imposto de Renda) para quem recebe até R$ 5.000 mensais e a entrega de gás para 15,5 milhões de famílias.
À noite, o presidente será homenageado no Carnaval da Marquês de Sapucaí, depois de ter participado do Galo da Madrugada, no Recife, e do Carnaval de Salvador, neste sábado (14). A Acadêmicos de Niterói abrirá os desfiles das escolas de samba com uma apresentação sobre o petista.
A estreante do Grupo Especial traz o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A composição exalta a trajetória do mandatário e traz trechos como o grito de guerra “olê, olê, olá, Lula! Lula!”.
Como noticiou a Folha, o presidente determinou que ministros e auxiliares não participem do desfile.
A ordem não se aplica à primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, que será destaque na apresentação. Ela não ocupa cargo no governo federal, embora fique em evidência em agendas ao lado do marido.
Em decisão unânime, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou na quinta (12) dois pedidos de representação por propaganda eleitoral antecipada contra o presidente, o PT e a Acadêmicos de Niterói.
A relatora do caso, Estela Aranha, indicada à corte eleitoral por Lula, avaliou que restringir previamente manifestações artísticas e culturais por eventual conteúdo político configuraria “censura prévia, indireta e restrição desproporcional ao debate democrático”.
“Não parece ser um cenário de areias claras de uma praia. Parece mais areia movediça. Quem entra, entra sabendo que pode afundar”, afirmou a presidente do TSE.
Colaboradores de Lula admitiram à Folha de S.Paulo, sob reserva, preocupação com a repercussão do desfile. Além dos riscos de rebaixamento da escola e vaias no percurso, eles avaliam ser um desgaste desnecessário, sem nenhum retorno político.
