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RR NOTÍCIAS > Blog > Mundo > Após anúncio de acordo de paz, Israel diz que manterá tropas no Líbano
Israel fala em
Mundo

Após anúncio de acordo de paz, Israel diz que manterá tropas no Líbano

Last updated: 15 de junho de 2026 12:55
Gabriel Published 15 de junho de 2026
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O Líbano foi arrastado para a guerra quando o Hezbollah, grupo extremista aliado de Teerã, atacou Israel em apoio ao Irã. Tel Aviv lançou uma ofensiva contra o país vizinho e passou a ocupar o sul libanês, deslocando ao menos um milhão de pessoas.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou a manutenção do controle territorial é uma das principais conquistas da campanha militar. Ele afirmou que os moradores serão obrigados a desocupar as zonas e que Tel Aviv destruirá toda a infraestrutura do Hezbollah. Casas usadas como postos de ataque também serão demolidas.
Katz ainda advertiu que o país responderá com “força total” caso Teerã ataque Israel em reação à campanha militar israelense no território libanês. “Não abriremos mão do interesse supremo de segurança de Israel e da proteção de nossos cidadãos, e não nos retiraremos das zonas de segurança”, afirmou. Segundo ele, o premiê Netanyahu informou Trump sobre as condições de Tel Aviv.
O Exército do Líbano pediu nesta segunda-feira que os moradores deslocados devido ao conflito adiem seu retorno às suas casas, citando “risco de violações e ataques por parte de Israel”.
Um membro do Hezbollah disse à Reuters que o grupo não realizou nenhuma operação desde o anúncio do acordo, acrescentando que sua posição em relação ao cessar-fogo depende do cumprimento dele por parte de Israel. Houve relatos de disparos de artilharia em cidades do sul do Líbano, além da presença de um drone sobre Beirute.
O extremista Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel, disse que o acordo dos EUA com o Irã é ruim e também defendeu uma intensificação da campanha no Líbano. “Continuarei trabalhando para garantir que mantenhamos nossa posição e permitamos ao exército total liberdade de ação para continuar empurrando o Hezbollah para mais longe”, afirmou.
O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, adotou tom semelhante. “O acordo de Trump não nos vincula. Não somos parte desse acordo. Ele não garante nossa segurança”, afirmou o líder de direita em um comunicado.
Segundo ele, Israel não deve aceitar nada menos que o desmantelamento completo do Hezbollah nem devolver qualquer território conquistado durante a campanha militar.
As críticas ao acordo também vieram da oposição. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, um dos principais candidatos nas próximas eleições israelenses, classificou o entendimento como uma “guinada perigosa para a segurança de Israel”. Em comunicado, ele afirmou que os últimos quase três anos demonstraram a força da sociedade israelense e as fragilidades do governo Netanyahu.
Já Yair Golan, líder do partido de esquerda Democratas, argumentou que o acordo anulou os ganhos militares obtidos por Israel durante a guerra. “Com um simples traço de caneta, enormes conquistas militares foram apagadas, enquanto Netanyahu permaneceu à margem: fraco, doente, isolado e sem influência”, afirmou.
Os detalhes do acordo de paz ainda não foram divulgados publicamente, mas o o fim dos ataques no Líbano sempre foi uma exigência de Teerã.
A assinatura do pacto está prevista para sexta-feira, em Genebra. Segundo pessoas envolvidas nas tratativas, o acordo prevê a reabertura do estreito de Hormuz e o fim do bloqueio aos portos iranianos.
Segundo Donald Trump, as restrições à navegação serão suspensas, enquanto uma autoridade iraniana afirmou que a passagem será reaberta a todas as embarcações comerciais após a assinatura do memorando.
A agência iraniana Fars, por sua vez, informou que o tráfego no estreito passará a ser regulado pelo Irã em coordenação com Omã. Citando uma pessoa a par das conversas, Teerã acrescentou uma cláusula sobre a cobrança de taxas por serviços marítimos ao acordo pouco antes de seu anúncio.
Leia Também: Trump esnoba Copa do Mundo nos EUA e é alvo de críticas

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