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RR NOTÍCIAS > Blog > Sem categoria > Avião que caiu com pesquisadora alemã em Campo Grande tinha outro piloto no plano de voo
Sem categoria

Avião que caiu com pesquisadora alemã em Campo Grande tinha outro piloto no plano de voo

Last updated: 10 de julho de 2026 17:27
Marinara Rossignol Published 10 de julho de 2026
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Pesquisadora alemã especialista em tamanduá-bandeira morre em acidente aéreo em MS
O plano de voo do avião que caiu em 3 de julho, em Campo Grande, aponta que a aeronave deveria ser pilotada por Emerson Belaus, diretor da Amapil Táxi Aéreo. No entanto, quem conduzia o avião era Henrique Martin de Carvalho, de 42 anos. Ele e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, morreram no acidente.
As causas da queda são investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
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Segundo relatório preliminar do Cenipa, o avião perdeu o controle durante a subida inicial e caiu logo depois. O órgão informou que as causas do acidente só serão apontadas no relatório final.
A Polícia Civil investiga diferentes hipóteses. Uma delas é que o mau tempo e a baixa visibilidade tenham dificultado o voo e levado o piloto a tentar um pouso forçado.
O delegado Alexandro Mendes, responsável pelo inquérito no Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), informou que as primeiras testemunhas começaram a ser ouvidas. Segundo ele, o caso está sob sigilo e, por isso, novos detalhes não serão divulgados.
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O que é o plano de voo
O plano de voo é um documento preenchido antes da decolagem com as principais informações da operação.
O documento reúne informações como o piloto em comando, a identificação da aeronave, origem e destino, rota prevista, número de ocupantes e autonomia de combustível.
O documento é enviado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), conforme as regras da aviação. A operação também pode ser fiscalizada pela Anac.
Pelas regras da aviação, o proprietário e o operador da aeronave devem garantir que o voo siga a legislação. Já o piloto em comando é responsável pela condução segura da aeronave e pelas informações registradas no plano de voo.
Especialista explica importância do documento
O perito em acidentes aeronáuticos da Associação Brasileira de Segurança de Aviação (Abravoo), Douglas Avedikian, afirma que o plano de voo deve ser atualizado sempre que houver qualquer mudança antes da decolagem.
Segundo o especialista, o documento tem duas funções principais: informar o sistema de controle do espaço aéreo e servir de referência para equipes de busca e investigação em caso de acidente ou desaparecimento.
“O plano de voo fornece informações importantes tanto para o gerenciamento do espaço aéreo quanto para orientar as buscas e a investigação, caso ocorra um acidente”, explicou.
Condições do voo
O avião decolou do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, com destino a uma fazenda no Pantanal. A queda ocorreu poucos minutos depois.
Na manhã do acidente, um dos responsáveis pelo aeroporto informou à TV Morena que pelo menos três voos previstos para o mesmo período foram adiados por causa do mau tempo e da baixa visibilidade.
Segundo Douglas Avedikian, cabe ao piloto avaliar as condições meteorológicas antes da decolagem e decidir se o voo será feito pelas regras visuais ou por instrumentos.
O plano de voo indicava que a operação seria feita pelas Regras de Voo Visual (VFR), modalidade que exige boa visibilidade e condições meteorológicas favoráveis.
Já o voo por instrumentos (IFR) permite a navegação com base nos equipamentos da aeronave, mesmo em condições de baixa visibilidade.
Henrique Martin era habilitado como piloto pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 2019 e tinha licença de piloto comercial emitida em março de 2021. Entretanto, a habilitação para voo por instrumentos em avião (IFRA) venceu em março de 2026.
Empresa e Anac se manifestam
A reportagem perguntou à Amapil Táxi Aéreo por que o plano de voo registrava Emerson Belaus como piloto em comando, e não Henrique Martin. Também questionou se as informações foram atualizadas antes da decolagem.
Por meio da advogada, a Amapil informou que colabora com as investigações do Cenipa e da Polícia Civil. A empresa disse que, em respeito aos familiares das vítimas e ao andamento da apuração, não comentará o caso neste momento.
A Anac informou que os dados do plano de voo são protegidos por sigilo e que não comenta acidentes aéreos antes da conclusão das investigações.
A agência informou que, se forem constatadas informações falsas ou incorretas em documentos como o plano de voo, poderão ser apuradas responsabilidades administrativas.
Segundo a Anac, se ficar comprovado que informações falsas foram inseridas de forma intencional para esconder a atuação de um piloto sem licença, habilitação ou Certificado Médico Aeronáutico (CMA) válido, o caso também poderá configurar crime. Nessa situação, a investigação cabe à Polícia Civil.
O Cenipa reiterou que só divulgará as causas do acidente após a conclusão do relatório final. O órgão não informou prazo para finalizar os trabalhos.
A TV Morena apurou que o corpo da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff permanece em Campo Grande à espera do translado. O Governo de Mato Grosso do Sul informou que, a pedido da família, não divulgará detalhes sobre o processo de liberação do corpo.
Avião cai em Campo Grande
Arte g1
Avião cai em Campo Grande
Reprodução
Lydia Möcklinghoff, pesquisadora alemã especialista em tamanduás-bandeira
Redes sociais
Henrique Martin morreu em queda de avião em Campo Grande.
Rede sociais/Reprodução
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