A reportagem acompanhou o primeiro dia de operação da estrutura, quando moradores da região ainda iam de forma tímida às tendas com a bandeira do Brasil flameando na frente.
A capacidade de atendimento é elevada, e os membros da missão esperam conseguir divulgar cada vez mais o trabalho.
O comandante Leonel Mariano explicou que sua equipe de resposta contra desastres ambientais estava em São José da Barra, em Minas Gerais, apoiando a Defesa Civil mineira, quando soube dos terremotos. Da noite para o dia o destacamento foi mobilizado para a Venezuela.
Também da noite para o dia as equipes colocaram de pé o hospital de campanha. Ali é possível realizar até 150 atendimentos diários, e há centro cirúrgico e capacidade de internação em até dez leitos por até 48 horas. É possível realizar atendimentos de baixa, média e alta complexidade, explica ele.
Por ora a missão conta com 49 militares, entre eles 38 homens e 11 mulheres. Mais 46 estão para chegar.
A unidade conta com apoio do Estado da Venezuela, que fornece suprimentos como água e combustível. Mas os militares explicam que o próximo objetivo é se tornarem auto-suficientes, para que Caracas possa concentrar seus insumos em outras partes.
A língua é um problema, dado que nem todos os militares falam o espanhol? De modo algum, diz um deles. “Junta a vontade de ajudar, e a vontade de ser ajudado, e dá tudo certo”, diz ele.
País vizinho da Venezuela, o Brasil tem um chamado “soft power” de peso no país. Em meio à Copa do Mundo, interrompida na Venezuela pelo drama humanitário, é para o Brasil que muitos venezuelanos torcem. A camisa da seleção está à venda em algumas bancas de jornal da capital, Caracas. E muitos venezuelanos têm parentes no Brasil.
Agora, os países vizinhos se unem de novo diante da tragédia humanitária.
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