Raoni foi internado neste domingo (14) em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com um quadro de sepse pulmonar associada a uma pneumonia broncoaspirativa,
Ele está lúcido, respirando sem a ajuda de aparelhos e seu estado de saúde é considerado estável. Ainda não há uma previsão de alta.
Nesta terça-feira (16), os médicos informaram em entrevista à imprensa que o líder indígena registrou uma melhora significativa da função renal e uma redução dos indicadores da infecção.
“Ele é um homem muito forte, mas a gente tem sempre que lembrar que ele é uma pessoa que já teve intercorrências de saúde ao longo da vida e, como um homem da idade que ele tem, ele tem uma saúde um pouco mais frágil. É um quadro que sempre inspira muito cuidado”, afirmou o diretor técnico do hospital, Douglas Yanai.
Como Raoni não foi registrado ao nascer, a data exata de seu nascimento é desconhecida. A partir de seus relatos, o antropólogo Fernando Niemeyer calcula que o cacique é de 1937, mas não há confirmação oficial.
Raoni registrou os primeiros episódios de vômitos no sábado (13), quando estava em sua residência na região de Peixoto de Azevedo (MT) e recebia visitas de líderes indígenas e pajés de seu povo.
No domingo (14), ele apresentou mais três episódios de vômito, acompanhados de tosse persistente, dor abdominal e eliminação de pequena quantidade de sangue pela boca.
Diante dos sintomas, ele foi transferido de avião para Sinop. Chegou ao hospital com sinais de desidratação, sonolência acentuada e abdome distendido.
A nova internação ocorre menos de um mês após o líder indígena ter recebido alta do mesmo hospital. Em maio, ele permaneceu internado após apresentar um mal-estar clínico e complicações respiratórias e gastrointestinais.
Antes, no mesmo mês, Raoni havia passado cinco dias hospitalizado para tratar dores abdominais associadas a uma hérnia.
Reconhecido internacionalmente pela defesa da amazônia e dos povos indígenas, Raoni ganhou notoriedade nos anos 1970 ao se posicionar contra a construção da rodovia Transamazônica durante a ditadura militar (1964-1985).
Nascido na aldeia Kapot, em Mato Grosso, o líder indígena só teve contato com um homem branco por volta dos 20 anos. Em 1989, após conhecer o músico britânico Sting na Amazônia, iniciou uma série de viagens internacionais e se consolidou como uma das vozes mais conhecidas em defesa da floresta amazônica e dos direitos indígenas.
Leia Também: Mulher morre após escorregar e cair em gruta no Rio enquanto se preparava para fazer rapel
Leave a comment
