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RR NOTÍCIAS > Blog > Política > Dino dá 3º voto para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata
Eduardo Bolsonaro irrita apoiadores ao surfar em Abu Dhabi
Política

Dino dá 3º voto para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata

Last updated: 22 de abril de 2026 06:12
Gabriel Published 22 de abril de 2026
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino acompanhou o relator Alexandre de Moraes e votou, nesta terça-feira (21), pela condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A ministra Cármen Lúcia já havia seguido o relator na segunda-feira (20).

Para os ministros, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cometeu o crime ao divulgar conteúdo falso nas redes sociais sobre uma proposta elaborada por Tabata para a distribuição gratuita de absorventes em espaços públicos.
No voto, Moraes fixou pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, além de 39 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos, totalizando cerca de R$ 126,4 mil nos valores atuais.
O caso está sendo analisado no plenário virtual da Corte desde a última sexta-feira (17). Com o voto de Dino, o placar está em 3 a 0 pela condenação. Ainda faltam os votos de outros sete ministros. O STF conta atualmente com dez integrantes, após a saída de Luís Roberto Barroso. O indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jorge Messias, deve passar por sabatina no Senado no fim do mês.
A ação teve origem em uma queixa-crime apresentada por Tabata ao STF, em março de 2023, após Eduardo compartilhar uma publicação sugerindo que a deputada teria proposto a lei para beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann. Segundo o relator, as informações não tinham base factual e configuraram ofensa à reputação da parlamentar.
Em outubro de 2021, o então presidente Jair Bolsonaro vetou a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de vulnerabilidade, o que gerou críticas, inclusive de Tabata. Na ocasião, Eduardo publicou, nas redes sociais, que a posição da deputada teria como objetivo favorecer Lemann, alegando ainda que o empresário seria sócio da empresa fabricante de absorventes.
Nenhuma dessas informações, no entanto, era verdadeira. A campanha de Tabata não foi financiada por Lemann, que também não tem participação na empresa citada. Diante disso, a deputada ingressou com a ação.
Durante o interrogatório, Eduardo admitiu ter feito as publicações, mas não soube informar a origem das informações. “Ao consentir que as afirmações não provêm de fontes confiáveis, o réu revela o dolo empregado na ação difamatória”, escreveu Moraes.
A defesa alegou imunidade parlamentar, mas o argumento foi rejeitado. Para o relator, a proteção só se aplica quando há relação direta com a atividade legislativa, o que não ocorreu no caso. Segundo ele, as declarações extrapolaram os limites da atuação parlamentar e configuraram ofensa à honra, não podendo a imunidade servir como “escudo protetivo da prática de atividades ilícitas”.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da condenação, apontando a ocorrência do crime de difamação, cuja pena prevista varia de três meses a um ano de detenção, além de multa.
Na segunda-feira (20), Eduardo Bolsonaro criticou a atuação de Moraes ao mencionar a presença do ministro no casamento de Tabata Amaral com o prefeito do Recife, João Campos. Segundo o ex-deputado, a relação indicaria falta de imparcialidade.
“Na mesma imagem: a autora do processo contra mim (Tabata) e o ‘juiz’ (Moraes) que me condenou a 1 ano de prisão + multa, tudo no casamento dela! Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes. Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?”, escreveu.

As menções a Flávio representam menos de 2% dos conteúdos compartilhados por Nikolas em sua timeline principal de 5 de dezembro de 2025 até 9 de abril, de acordo com levantamento da Folha
| 14:30 – 21/04/2026

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