O dólar abriu esta sexta-feira (26) em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,5468 por volta das 9h01. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
A reabertura dos mercados após o feriado de Natal traz uma agenda mais enxuta no Brasil e no exterior. Ainda assim, dados econômicos, movimentos políticos e desdobramentos geopolíticos devem orientar o humor dos investidores.
No Brasil, o Banco Central divulga pela manhã a nota de crédito de novembro, que mostra como evoluíram as concessões e as condições de financiamento. À tarde, sai o fluxo cambial semanal, importante para medir a entrada e saída de dólares em um período de menor liquidez.
No cenário político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou, em carta, que seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será seu indicado para disputar a Presidência em 2026.
🔎 Analistas avaliam que a sinalização reduz o espaço para Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) — nome visto como mais bem aceito pelo mercado — e reforça a percepção de continuidade do atual governo, o que tende a pressionar o câmbio e a bolsa.
▶️ Ainda por aqui, causou estranhamento a decisão do ministro do STF Dias Toffoli de marcar, em pleno recesso, uma acareação envolvendo o dono do Banco Master, um ex-presidente do BRB e um diretor do Banco Central. A audiência deve tratar da atuação do BC na liquidação da instituição financeira.
▶️ No exterior, a China revisou para baixo o PIB de 2024, estimado agora em 134,8 trilhões de iuanes (US$ 19,23 trilhões), abaixo do número preliminar. Pequim também anunciou sanções contra dez pessoas e 20 empresas do setor de defesa dos Estados Unidos — entre elas a unidade da Boeing em St. Louis — em resposta à venda de armas americanas para Taiwan.
▶️ No tabuleiro geopolítico, a Rússia acusou os EUA de “pirataria” no Caribe após bloqueio à Venezuela, elevando tensões. Em meio à crise política no país vizinho, pelo menos 60 pessoas presas após as eleições de 2024 foram libertadas neste Natal, segundo uma ONG local.
Prévia da inflação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, avançou 0,25% em dezembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. Em dezembro de 2024, o índice havia registrado alta de 0,34%.
- Com esse resultado, o IPCA-15 encerra o ano com inflação acumulada de 4,41%, permanecendo dentro do intervalo da meta perseguida pelo Banco Central.
A variação de dezembro ficou 0,05 ponto percentual acima do resultado de novembro, quando o IPCA-15 avançou 0,20%. Ainda assim, o número veio levemente abaixo das expectativas do mercado, que projetavam alta de 0,27% no mês e inflação de 4,43% no acumulado de 12 meses.
Dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o indicador, sete apresentaram aumento de preços em dezembro. O maior avanço e também o principal impacto sobre o índice vieram do grupo Transportes, que subiu 0,69% no mês e respondeu por 0,14 ponto percentual do resultado total.
Em sentido oposto, o grupo Artigos de Residência registrou queda de 0,64%, retirando 0,02 ponto percentual do índice. Esse foi o quarto recuo consecutivo nos preços médios do grupo, o que ajudou a conter uma alta ainda maior da inflação no período.
