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Embaixadas seguem abertas em Kiev após ameaça russa
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Embaixadas seguem abertas em Kiev após ameaça russa

Last updated: 27 de maio de 2026 06:14
Gabriel Published 26 de maio de 2026
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Na segunda-feira (25), o Ministério das Relações Exteriores russo emitiu um alerta inusual, sugerindo a evacuação de estrangeiros e que moradores da cidade se afastem de prédios governamentais e militares.
Na véspera, Moscou havia promovido um mega-ataque com 600 drones e 90 mísseis balísticos, incluindo o novo modelo criado para conflitos nucleares Orechnik, focando na região de Kiev.
A Rússia declarou que foi uma vingança pela morte de 21 estudantes em um dormitório durante um ataque ucraniano a Lugansk, região ocupada no leste do país.
Após vários países expressarem repúdio à ameaça, o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, disse estar “extremamente preocupado” com a situação. “Nós condenamos o ataque à escola. Mais do que nunca, é imperativo evitar a escalada”, disse.
A nova ameaça dá sequência a essa retaliação em um momento de paralisia nas frentes de batalha, com a Rússia perdendo o ímpeto que havia conseguido manter no começo do ano, e a estagnação de negociações de paz.
Ao mesmo tempo, crescem rumores de que Putin pode lançar a primeira grande ofensiva diretamente contra Kiev, a partir de Belarus, desde que recuou suas forças ao fracassar na tomada da capital no começo do conflito.
No caso dos Estados Unidos, principal ator nesse jogo dada a disposição de Donald Trump de conversar com Vladimir Putin, o próprio chanceler Serguei Lavrov ligou a seu homólogo, Marco Rubio, para avisar sobre o ataque.
Até aqui, não houve movimentações na embaixada americana em Kiev. A encarregada de negócios no local, Julie Davis, publicou no X uma nota condenando os ataques de domingo, com fotos de regiões atingidas. Como outras representações, a dos EUA está sob regime de segurança reforçada.
Consultada por telefone, a Embaixada do Brasil disse que os serviços todos estão mantidos. Segundo o Itamaraty, não há mudança de orientação neste momento.
Já as representações da Europa, continente que mantém uma posição mais dura ante a guerra de Putin, foram mais incisivas. A embaixada da Polônia disse que “não cede à retórica provocativa do agressor”, enquanto a da Alemanha “continua trabalhando normalmente, dentro do plano que prevê o monitoramento da situação”.
Os franceses acusaram Moscou de “ameaças inaceitáveis que contradizem as obrigações internacionais da Rússia”. Já os britânicos disseram que qualquer ataque será “uma grave violação”.
Por fim, a embaixadora da União Europeia no país, a eslovaca Katarína Mathernová, afirmou que os trabalhos continuam. “Ameaças a diplomatas e organizações internacionais não são sinal de força. São sinal de desespero”, afirmou ao site ucraniano Suspilne.
O bloco convocou o enviado russo para explicar as ameaças, e a presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, criticou Moscou pelo que chamou de tentativa de “desestabilizar as democracias” do continente com os recentes incidentes envolvendo drones nos Estados Bálticos.
Já a China, aliada de Putin que nunca condenou a invasão de 2022 em fóruns internacionais, manteve sua posição usual.
“Consideramos o diálogo a única maneira viável de resolver o conflito. Apelamos às partes envolvidas para fazerem esforços conjuntos para pôr fim à escalada o mais rapidamente possível”, afirmou a porta-voz diplomática Mao Ning.
Ela respondia a um questionamento de um repórter do site ucraniano Ukrinform, e não disse se a embaixada em Kiev seria evacuada. Putin visitou Xi Jinping na semana passada, mas nenhum dos líderes falou do tema Ucrânia publicamente.
Leia Também: Líder do Irã convoca países islâmicos contra EUA e Israel

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