A operação foi realizada pelo Comando Sul no âmbito da Operação Lança do Sul, quando a embarcação navegava em águas internacionais do Oceano Pacífico, próximo à Colômbia.
O ataque resultou na morte de três homens identificados pelo comando militar como “narcoterroristas”. Nenhum integrante das forças norte-americanas ficou ferido.
Esse foi o terceiro ataque desse tipo nesta semana. O primeiro, divulgado na terça-feira, deixou dois sobreviventes — algo incomum nessas operações que, desde o início em agosto, deixaram menos de 10 sobreviventes e quase 200 mortos.
Os Estados Unidos lançaram a missão em setembro do ano passado na área de responsabilidade do Comando Sul, com o objetivo declarado de aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado em uma operação militar norte-americana em Caracas e levado para Nova York no último dia 3 de janeiro.
Paralelamente, Washington conduz desde então uma campanha de ataques no Pacífico e no Caribe contra embarcações apresentadas como envolvidas em atividades de tráfico de drogas supostamente destinadas aos Estados Unidos.
O governo do presidente Donald Trump nunca apresentou provas concretas que comprovassem que as embarcações alvo estavam, de fato, envolvidas no tráfico.
Especialistas e representantes da Organização das Nações Unidas classificaram as mortes como execuções extrajudiciais.
Segundo a imprensa norte-americana, um órgão interno de fiscalização do Departamento de Defesa vai investigar a legalidade dos ataques realizados no Pacífico e no Caribe.
O objetivo é verificar, especialmente, se os chamados “ciclos conjuntos de seis fases de direcionamento” estão sendo seguidos corretamente.
De acordo com uma fonte ouvida pela emissora NBC, essas etapas vão desde a definição do alvo até a avaliação do ataque, incluindo análise de inteligência e a tomada das decisões finais.
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