SÃO PAULO, SP (UOL/) – Uma herdeira suíça diz estar avaliando a venda de uma coleção de cartas da franquia Pokémon estimada em até R$ 600 milhões.
O QUE ACONTECEU
Informações publicadas no The Times apontam que Jolina Gisèle, de 20 anos, afirma ter reunido o maior e mais valioso acervo de cards de Pokémon do mundo. A coleção é estimada entre 50 milhões e 90 milhões de libras, valor que passa de R$ 600 milhões na conversão atual.
Levantamento do site indica que o conjunto teria mais de 60 mil cartas raras. Entre os itens citados estão versões do Pikachu Illustrator, apontada como a carta mais valiosa do mercado, além de Charizards holográficos, “Shadowless” e cartas promocionais históricas. Parte do material ainda está lacrado.
Parte do acervo já foi autenticada e avaliada pela Professional Sports Authenticator (PSA), empresa de certificação do mercado de colecionáveis. A coleção, segundo o relato da família, começou em 2013 como um hobby entre Jolina e o pai, um milionário do setor de tecnologia, e cresceu com a busca por peças cada vez mais raras.
A família diz que manteve o acervo em sigilo por anos e que, neste sábado (16), ele fica em um cofre de alta segurança em local não divulgado. A proteção teria sido reforçada por causa do aumento de roubos envolvendo cartas raras e coleções milionárias ao redor do mundo.
Apesar da repercussão, a história também gerou desconfiança entre colecionadores nas redes e em fóruns especializados. Parte da comunidade questiona o nível de sigilo, a falta de verificações públicas completas e o tom “cinematográfico” usado na divulgação, com ensaios e vídeos produzidos ao lado das cartas.
VENDA EM BLOCO E IDEIA DE MUSEU
Mesmo com as dúvidas, especialistas ouvidos pelo The Times sustentam que o acervo existe. O negociador profissional Thomas Kovacs, que divulga a coleção, afirma que o conjunto seria praticamente impossível de reproduzir por causa da raridade e do estado de conservação das peças.
Segundo o tabloide britânico The Sun, a família considera vender o acervo inteiro de uma só vez. A preferência seria por um comprador disposto a manter a coleção intacta, com a possibilidade de transformá-la em um museu.Os proprietários dizem que já receberam algumas ofertas, mas sem pressa para fechar negócio. Até agora, não foi divulgado quem seriam os interessados nem quais valores foram colocados na mesa.
