SÃO PAULO, SP (UOL/) – Um incêndio florestal a cerca de 100 km ao norte de Madri já queimou mais de 13 mil hectares e obrigou centenas de moradores a deixarem suas casas. Fogo começou na quinta-feira (16) perto do vilarejo de La Mierla, na província de Guadalajara, e se intensificou nos últimos dias. Autoridades locais informaram neste domingo (19) que as chamas já consumiram mais de 13 mil hectares. Incêndio afeta mais de 700 pessoas e levou ao deslocamento de centenas de moradores. O serviço de prevenção e combate a incêndios de Castela-Mancha diz que a área atingida inclui o Parque Natural da Sierra Norte. Operação mobiliza cerca de 350 bombeiros e efetivo da Unidade Militar de Emergência, com apoio aéreo. Segundo as autoridades, 25 aeronaves atuam no combate ao fogo. Até agora, não há registro de vítimas, mas o incêndio segue classificado como “difícil”. O presidente regional de Castela-Mancha, Emiliano García-Page, usou a rede social X para descrever a situação. Área atingida é serrana e florestal e abriga espécies ameaçadas. Entre elas, águias, lobos e borboletas. ESPANHA SE PREPARA PARA NOVA ONDA DE CALOR Autoridades acompanham os incêndios às vésperas de uma nova onda de calor prevista para começar na terça-feira (21). A previsão é de temperaturas acima dos 40°C em grande parte do país, com possibilidade de ultrapassar os 45°C em áreas isoladas. A Espanha registrou em 2025 o pior ano recente em área queimada, com mais de 393 mil hectares consumidos. O dado é do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais. Desde o início deste ano, quase 82 mil hectares já foram reduzidos a cinzas no país. Ao visitar o incêndio na Andaluzia, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que “os efeitos da emergência climática estão se agravando” e alertou para um “verão difícil”. No começo de julho, um incêndio na Andaluzia deixou 13 mortos e devastou 7.000 hectares. O fogo começou em 9 de julho e foi descrito como um dos mais letais da história recente do país. *Com informações de reportagens publicadas em 19/07/2026 e 19/07/2026. Leia Também: Terremoto deixa cinco mortos e 21 feridos nos Andes peruanos
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