O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (26/8) que a nova ofensiva econômica dos Estados Unidos não será capaz de alterar a posição de Teerã. A declaração ocorre após Washington ampliar as sanções contra parceiros comerciais iranianos em áreas consideradas estratégicas, como transporte marítimo, aviação, tecnologia, ouro e ativos digitais. Segundo o governo americano, a estratégia busca aumentar a pressão sobre a economia iraniana. Pezeshkian reconheceu que o país enfrenta dificuldades, mas disse que a pressão não produzirá resultados.
A escalada ocorre após quase seis meses de conflito entre o Irã, Israel e os Estados Unidos. A guerra começou em 28 de fevereiro, quando uma campanha de ataques aéreos americanos e israelenses atingiu o território iraniano. Nesta semana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou medidas que classificou como parte de uma estratégia para promover a “asfixia econômica” do Irã. Israel apoiou a iniciativa e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu voltou a rejeitar a possibilidade de um acordo diplomático com Teerã.
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No centro das negociações está o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte internacional de petróleo e gás. Teerã afirma que a reabertura da passagem depende do cumprimento de compromissos assumidos pelos Estados Unidos em um memorando bilateral de junho, além do fim da guerra, do levantamento do bloqueio e de uma solução para o conflito no Iêmen. O vice-chanceler iraniano Kazem Gharibabadi afirmou que Washington precisa cumprir os compromissos antes de qualquer iniciativa para reabrir o estreito e ameaçou atingir interesses econômicos americanos em resposta às sanções.
Enquanto isso, Irã e Omã negociam a criação de um corredor temporário e uma operação de retirada de minas na região. Os dois países também discutem um acordo permanente para definir a administração do estreito, os serviços de navegação e as medidas de segurança após o conflito. A Guarda Revolucionária afirma que já houve avanços sobre a divisão das águas e das receitas geradas pela passagem. O pesquisador omanense Abdallah Baabood avalia que a complexidade das negociações explica a demora, enquanto Teerã acusa os Estados Unidos de tentar impedir o entendimento.
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