Os bebês nasceram com minutos de diferença no dia 15 de outubro de 2021 no Hospital da Mulher de Inhumas, e foram trocados na maternidade logo após o nascimento. A suspeita de troca surgiu em 2024, quando um exame de DNA apontou incompatibilidade genética.
O hospital, que ainda pode recorrer da decisão, foi procurado via email pela reportagem, mas não respondeu até o começo da tarde desta quarta-feira (20).
A suspeita da troca surgiu após um dos pais solicitar um exame de DNA durante um processo de separação. Com o resultado negativo, a família procurou o outro casal, que haviam conhecido na maternidade, para comunicar sobre o resultado do exame.
A outra família também realizou testes genéticos, que igualmente descartaram vínculo biológico com a criança que estava com eles.
Elas, hoje com 4 anos, passaram a viver com os pais biológicos em outubro de 2025, após a confirmação das identidades.
Os pais e mães devem receber R$ 250 mil cada por danos morais. O hospital também foi condenado a ressarcir os valores gastos pelos casais para fazer os testes de DNA.
O Tribunal de Justiça de Goiás não divulgou detalhes do processo, informando que o caso corre em segredo judicial. A reportagem não localizou o advogado Kuniyoshi Fagundes Watanabe, responsável pela defesa das duas famílias.
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