Uma jornalista da CNN International precisou interromper uma transmissão ao vivo enquanto trabalhava diretamente de Tel Aviv, em Israel.
Erin Burnett estava no ar quando começaram a soar os alarmes que indicam que o sistema de defesa conhecido como Iron Dome (Cúpula de Ferro) não conseguiu interceptar uma ameaça aérea e que todos deveriam procurar abrigo.
A jornalista norte-americana rapidamente começou a retirar o microfone para sair do ar, enquanto o entrevistado parecia inicialmente confuso, sem saber como reagir.
“Isso é um pouco dramático”, afirmou ele.
Erin então o aconselhou a fazer o mesmo, e os dois deixaram o local. O momento, captado ao vivo, mostra a tensão da situação.
“Vocês estão ouvindo as sirenes, que estão tocando em toda a região de Tel Aviv”, disse a jornalista, explicando que “nunca se sabe quando isso pode acontecer” e informando, já dentro de um abrigo, que era possível ouvir as interceptações de mísseis do lado de fora.
Após saírem de cena, a equipe se refugiou em um abrigo.
“Isso é imprevisível”, afirmou Erin Burnett, referindo-se à forma como as pessoas estão vivendo na cidade.
Conflito no Oriente MédioIsrael e Estados Unidos lançaram, no sábado, um ataque militar contra o Irã com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.
O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que a operação tinha como objetivo “eliminar ameaças iminentes” do Irã, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que chamou de “ameaça existencial”.
O Irã confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já deixaram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
O Líbano tornou-se um novo campo de batalha no conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, desencadeado após o ataque conjunto contra Teerã no sábado.
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