O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (24) que o Irã está “totalmente em colapso”, horas antes de Washington anunciar novas medidas econômicas contra Teerã. A declaração ocorre em meio ao prolongamento do conflito no Oriente Médio e à paralisação das negociações de paz. Enquanto os americanos mantêm um bloqueio naval, o governo iraniano continua restringindo a passagem pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de combustíveis.
A Casa Branca decidiu ampliar a pressão econômica depois de quase seis meses de confrontos, em um momento de crescente desgaste interno provocado pelos efeitos da guerra. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, classificou a iniciativa como a maior ofensiva financeira já organizada por Washington contra um adversário e a chamou de “Dia D econômico”. Segundo ele, os Estados Unidos já teriam destruído quase toda a estrutura militar iraniana e eliminado seu programa nuclear, afirmações contestadas pelo governo de Teerã.
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A reação iraniana foi imediata. O vice-chanceler Kazem Gharibabadi rejeitou a versão apresentada pelos americanos e questionou se a necessidade de uma nova campanha econômica representaria uma vitória ou uma admissão de fracasso de Washington. O Ministério das Relações Exteriores também advertiu outros países a não aderirem às sanções e afirmou que governos que participarem da iniciativa terão de assumir as consequências de suas decisões. Apesar da pressão, Teerã mantém a postura de que sanções não serão suficientes para alterar sua política.
A crise já provoca efeitos severos sobre a economia iraniana. O rial atingiu um novo mínimo histórico e passou a ser negociado no mercado paralelo por mais de 2 milhões de riais por dólar, ante 1,65 milhão antes da guerra, segundo sites especializados. As exportações de petróleo também despencaram: de cerca de 2 milhões de barris diários transportados pelo Estreito de Ormuz antes do conflito para aproximadamente 400 mil em meados de agosto, de acordo com a consultoria Kpler. O conflito começou em 28 de fevereiro, teve um cessar-fogo em 8 de abril e voltou a se concentrar na disputa pelo controle da rota marítima.
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