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Trump defende construção de Salão de Baile:
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Trump defende construção de Salão de Baile: “Nunca teria acontecido”

Last updated: 26 de abril de 2026 14:07
Gabriel Published 26 de abril de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que, se o Salão de Baile já estivesse construído na Casa Branca, o ataque “nunca teria acontecido”, exigindo a conclusão imediata da obra. Vale lembrar que um homem armado entrou no Hotel Washington Hilton, em Washington, onde acontecia o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca.

“O que aconteceu ontem à noite é exatamente a razão pela qual o nosso grande Exército, o Serviço Secreto, a polícia e, por diferentes motivos, todos os presidentes nos últimos 150 anos têm defendido a construção de um grande e seguro Salão de Baile nos terrenos da Casa Branca”, escreveu na plataforma Truth Social.
Cabe lembrar que uma disputa judicial havia paralisado a construção do projeto de 400 milhões de dólares (cerca de 340 milhões de euros), que previa a demolição da histórica ala leste.
Na visão de Trump, “esse ataque nunca teria acontecido no Salão de Baile”, que ainda está em construção.
“Embora seja bonito, ele possui todos os recursos de segurança de mais alto nível. Além disso, não há andares superiores pelos quais pessoas não autorizadas possam se infiltrar, e está dentro dos portões mais seguros do mundo, a Casa Branca”, acrescentou.
O presidente também criticou a ação judicial contra a obra, dizendo que foi movida por “uma mulher que passeava com o cachorro” e que “não tem absolutamente nenhuma legitimidade”, defendendo que o processo seja arquivado.

A construção do Salão de Baile
A demolição de parte da ala leste da Casa Branca começou em outubro para viabilizar a construção do novo salão.
Na época, o presidente republicano afirmou que pretendia construir um grande salão de baile de 8.400 metros quadrados, já que o Salão Leste — o maior da Casa Branca, com capacidade para cerca de 200 pessoas — seria pequeno demais.
Para realizar a obra, a Casa Branca sustentou que não precisava da aprovação do órgão responsável por autorizar construções e grandes reformas em prédios governamentais na região de Washington, a Comissão Nacional de Planejamento da Capital.
No entanto, no início de abril, um juiz federal proibiu o governo de avançar com a construção sem aprovação do Congresso.
Pouco mais de uma semana depois, um tribunal autorizou a retomada das obras do salão de baile que Trump pretende deixar como legado na Casa Branca, após as restrições impostas anteriormente.
O que aconteceu?
Na noite de sábado, o homem tentou invadir o grande salão de baile do Washington Hilton, mas foi contido em meio a uma cena caótica com disparos, enquanto o presidente, o vice-presidente JD Vance e a primeira-dama Melania Trump eram retirados às pressas do local, e os convidados buscavam abrigo debaixo das mesas.
Acredita-se que o suspeito tenha adquirido as armas nos últimos dois anos, afirmou Todd Blanche, que prevê a formalização das acusações na segunda-feira.
Um vídeo divulgado por Donald Trump mostra o suspeito correndo em direção às barreiras de segurança enquanto agentes do Serviço Secreto avançavam para detê-lo.
Um agente foi atingido por um disparo no colete à prova de balas e estava se recuperando, segundo as autoridades.
O atirador não ficou ferido, mas foi levado para avaliação em um hospital, de acordo com a polícia.
O tiroteio ocorreu nas barreiras de segurança minutos após o início do evento, que chegou a ser retomado, mas acabou sendo cancelado.
Procurador interino diz que funcionários eram alvo… e Trump também
O procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que o atirador que invadiu o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca tinha como alvo funcionários da administração de Donald Trump.
“Parece que, de fato, ele pretendia atacar pessoas que trabalham na administração e, provavelmente, o presidente também estava entre os alvos”, disse Todd Blanche em entrevista à CBS News.
Leia Também: Trump diz que motivo dos disparos não está claro e que atirador é ‘lobo solitário’

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