O presidente dos Estados Unidos afirmou que ainda não foi possível chegar a um acordo com o Irã porque os líderes de Teerã são “fortes” e “orgulhosos”. “Eles são fortes, são orgulhosos. Há coisas que nunca imaginaram fazer e que agora terão de fazer. Não têm escolha, e isso leva algum tempo para acontecer”, reconheceu Donald Trump na sexta-feira, 5 de junho, em entrevista à NBC News. As declarações do presidente americano acontecem em meio a avanços e recuos nas negociações com o Irã, sem que as duas partes consigam chegar a um consenso. O conflito já dura quase quatro meses, desde que Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra Teerã, no fim de fevereiro, que matou vários líderes iranianos, incluindo o então aiatolá. Para Trump, porém, o tempo decorrido ainda não é motivo de preocupação. Na mesma entrevista, o presidente criticou aqueles que reclamam da suposta demora para um acordo com o Irã: “Essas coisas levam anos.” “Essas pessoas (os iranianos) estão em conflito há 47 anos. Eles vêm matando americanos. Eu estou fazendo isso muito rapidamente”, argumentou. “Estou lidando com isso há apenas três meses. A guerra do Vietnã durou 19 anos”, lembrou. “Estou no meu terceiro mês e tudo o que perguntam é: 'Quando você vai vencer?'. Se eu fosse democrata, ninguém estaria falando dessa forma, mas isso não me incomoda. Estou acostumado”, minimizou o presidente norte-americano, reforçando em seguida que os Estados Unidos “destruíram completamente” as forças iranianas. “A maior parte das fábricas de drones foi destruída, a maioria das plataformas de lançamento foi destruída e grande parte das instalações de fabricação de mísseis também foi destruída. Mas eles ainda têm capacidade. Eles ainda possuem alguns mísseis e alguns drones”, admitiu. “Eu diria que eles mantêm algo em torno de 21% a 22% de seu arsenal de mísseis. Ainda são muitos mísseis, mas não é nada comparado ao que eles tinham quando lançamos o primeiro ataque”, acrescentou. Desde o início do conflito, Donald Trump tem afirmado repetidamente que um acordo entre as partes está “próximo”, chegando inclusive a estabelecer prazos de poucas semanas para o fim da guerra. No entanto, desde 28 de fevereiro, quando a ofensiva começou, o único avanço concreto foi a assinatura de um cessar-fogo temporário, que vem sendo prorrogado desde abril. Apesar disso, continuam ocorrendo ataques esporádicos entre as forças envolvidas e também entre países aliados de cada lado, como ofensivas iranianas contra o Kuwait e ataques israelenses ao Líbano. Além disso, o Estreito de Ormuz segue fechado após os Estados Unidos imporem um bloqueio naval para aumentar a pressão sobre o Irã. Leia Também: EUA fornece vistos para seleção do Irã, mas com aviso: “Não permitiremos”
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