A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou nesta quarta-feira que vai propor novas sanções contra entidades que apoiam o complexo militar-industrial da Rússia. A declaração foi feita após mais um ataque russo contra Kiev, que deixou pelo menos 13 mortos.
“Hoje, proporei sanções contra mais entidades que apoiam o complexo militar-industrial da Rússia, em resposta aos ataques. Quanto mais Moscou atacar civis, mais sanções devem ser impostas”, escreveu Kallas nas redes sociais.
A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança afirmou ainda que o bloco continuará aumentando a pressão sobre Moscou.
“Continuaremos a aumentar o preço a pagar até que a Rússia compreenda que não pode vencer”, acrescentou.
Segundo Kallas, apenas declarações de condenação não serão suficientes para impedir novos ataques contra a capital ucraniana.
“As palavras de condenação, por si só, não travarão os ataques a Kiev. Apenas o apoio militar contínuo à Ucrânia e o aumento da pressão sobre Moscou poderão fazê-lo”, afirmou.
Nos últimos dias, a União Europeia liberou 7,1 bilhões de euros no âmbito de um pacote de empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia. Do total, 3,2 bilhões foram destinados a apoio macroeconômico e 3,9 bilhões à compra de drones.
Ao menos 13 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas em um ataque em larga escala lançado pelas forças russas contra Kiev durante a madrugada, segundo balanço provisório do serviço de emergências da Ucrânia.
A Rússia atacou a capital ucraniana com várias ondas de drones e mísseis. Explosões provocadas pelos impactos e pelas interceptações das defesas aéreas ucranianas foram ouvidas em diferentes pontos da cidade nas primeiras horas do dia.
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| 05:45 – 02/07/2026
